Um jeito alienado de ser
As pessoas estão cada vez mais parecidas. Caminhando pelas ruas acabo notando o quanto as pessoas são movidas umas pelas outras. Nunca fui de vestir, gostar ou ter as mesmas coisas que as outras pessoas têm, não pelo fato de não gostar de parecer com todo mundo, mas pelo fato de que as pessoas só andam igual por status. Sim, se fulaninha tem aquela sandália e a outra fulaninha também, eu quero ter para andar na "moda". Ou se sicrano e sipriano leu tal livro eu também vou ler. No fim, todas as pessoas são iguais pelo simples "padrão" da sociedade em que vive, acabam perdendo a essência de ter um gosto ou uma opinião própria.
Talvez seja esse o motivo das coisas nunca darem certo em algum lugar. Ninguém tem mais opinião própria o que afeta principalmente a hora de definir quem vamos colocar a frente do país. Acho engraçado que algumas pessoas passam a vida reclamando de tal coisa e certa hora faz o mesmo. O que mais me deixa indignada nessa alienação é o famoso lixinho jogado nas ruas, já que fulano joga eu também vou jogar.
Sinto falta de pessoas com jeito e com pensamentos diferente, sem serem movidas umas pelas outras. Talvez até existam, mas ficam lá escondidas por vergonha, medo de ser quem realmente são. O mundo fica sem graça quando as cores passam a formar uma só cor.
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